TDAH-e-o-Transtorno-de-Aprendizagem

O que são transtornos de aprendizagem?

Os transtornos de aprendizagem compreendem uma inabilidade específica, como de leitura, escrita ou matemática, em indivíduos que apresentam resultados significativamente abaixo do esperado para seu nível de desenvolvimento, escolaridade e capacidade intelectual. O transtorno deve estar presente desde os primeiros anos de vida, o que pode ser evidenciado por um atraso no desenvolvimento da habilidade em questão. Os transtornos de aprendizagem são: Transtorno de leitura; Transtorno da matemática e Transtorno da expressão escrita. (Ohlweiler 2006)

Dislexia

A dislexia é um transtorno manifestado por dificuldade na aprendizagem da leitura, independentemente de instrução convencional, inteligência adequada e oportunidade sociocultural. Para ser levantado a hipótese de dislexia deve ser oportunizado várias formas de alfabetização e no mínimo 2 anos escolares. Seguem algumas observações a serem seguidas em um processo de investigação:

a) Leitura e escrita muitas vezes incompreensíveis;

b) Confusões de letras com diferentes orientações espaciais: p/q; b/d;

c) Confusão de letras com sons semelhantes: p/b; d/t; g/j;

d) Inversão de silabas ou palavras: par/pra; lata/alta;

e) Substituição de palavras com estrutura semelhantes: contribuiu/construiu;

f) Supressão ou adição de letras ou de silabas: caalo/cavalo; berla/bela;

g) Repetição de silabas ou palavras: eu jogo jogo bola; bolo de chococolate;

h) Fragmentação de palavras: querojo gar bolahoje;

i) Dificuldade para ler e entender o texto lido.

(Rotta, 2006)

Disgrafia

A disgrafia é uma dificuldade acentuada com a grafia das palavras, é ligada a parte motora do indivíduo. As principais queixas e observações a serem realizadas são:

1) Recusa-se a realizar temas e trabalhos escolares;

2) Estresse pessoal e familiar, principalmente na hora do estudo;

3) Cadernos incompletos, com rasuras, desenhos aleatórios, excesso de pressão no traçado;

4) Desatenção as solicitações do professor;

5) Queixas escolares frequentes;

6) Desorganização pessoal, roupas, mochila, quarto;

7) Omissão de datas para entrega de tarefas e provas escolares;

8) Letra ilegível;

9) Lentidão para copiar;

10) Repetência escolar.

(Leonhardt 2006)

autismo

Um entendimento sobre a Terapia com crianças Autistas

Artigo escrito por Larissa Montardo Machado / Psicóloga CRP/RS 07-26647

As crianças autistas não desenvolvem dentro do setting uma noção de espaço tridimensional e de simbolização, consequentemente, não poderão brincar ou não usarão o brinquedo como objeto no qual suas fantasias e emoções possam ser projetadas.

O terapeuta que trabalha com essas crianças se encontra em uma posição diferente, em relação a outros tipos de pacientes. Ao longo do processo terapêutico, é preciso estar sempre muito atento ás suas motivações, mantendo o contato constante com seu próprio mundo mental infantil e adulto. É importante levar em consideração o espaço real de atendimento e o tempo de duração das sessões, ou seja, permanecer sempre num lugar e num tempo determinado e constante.

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caixa ludica

A Caixa Lúdica e o Brincar

Artigo escrito por Julia Rocha – estudante de psicologia da Fadergs e estagiária de clínica da Horizontes

A caixa lúdica é um instrumento de trabalho bastante utilizado para identificar a maneira como o sujeito se relaciona com os objetos e a forma como ele aprende, podendo facilitar o psicodiagnóstico. Sabe-se da importância de usar o lúdico como recurso terapêutico. Winnicott retrata o jogo como um recurso integrante no ato de aprender, ele afirma que “brincar é algo além de imaginar e desejar, brincar é o fazer”. (WINNICOTT, 1975 p. 28)

Brincar é um meio importante e real de acessar o inconsciente, bem como de perceber o desenvolvimento da criança, pois a criança compreende o mundo a sua volta, aprende regras, testa habilidades, aprende a ganhar e perder, desenvolve a linguagem e as habilidades motoras através da brincadeira. É importante frisar que o brincar e o jogar não se resumem apenas a formas de divertimento e de prazer para a criança, mas são meios privilegiados dela expressar os seus sentimentos e elaborar situações conflitantes utilizando desta linguagem simbólica. Continue reading “A Caixa Lúdica e o Brincar”

A interrupção no início do tratamento de Psicoterapia

Matéria escrita pelas Psicólogas da Horizontes Ana Cláudia Menini Bezerra e  Magda Martins Costa

Observamos que um número significativo de pacientes busca a psicoterapia como forma de aliviar o seu sofrimento.

O que querem é não sofrer mais independente do que lhe causa o sofrimento. Isto leva a que muitos busquem esse alívio imediato através do uso de medicamentos. No entanto, quando alguém procura uma psicoterapia, nem sempre essa pessoa tem a capacidade de voltar-se para suas questões internas. Vem com a ideia de que o psicoterapeuta

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