Configurações da vida e morte na contemporaneidade

Artigo escrito por Roaldo Naumann Machado – Psicanalista e Professor no Curso de Formação da Horizontes

vida e morte artigoCertamente as configurações da vida e da morte são distintas se as relacionarmos com outros momentos históricos e culturais do nosso desenvolvimento como espécie humana. Não me atenho a este aspecto principalmente por insuficiência de conhecimentos. Procurarei pensar como os conceitos sobre a vida e a morte podem ser apreendidos na contemporaneidade da nossa ciência psicanalítica não sem novamente atestar a relatividade de tais conhecimentos.

Em 1991, tendo executado o trabalho para membro efetivo de minha sociedade, Algumas contribuições da metapsicologia freudiana à compreensão do fenômeno psicossomático, afirmei quealgo mais ousado também, de acordo com Freud (1920g, 1933a, 1940a), poderia ser pensado no sentido que todos nós morreremos, se nossas vidas fossem levadas a um fim natural, por razões internas psicossomáticas (tóxicas). Estamos, portanto, dentro do tema das configurações da vida e da morte. Perguntamo-nos, pois não dispomos de qualquer resposta completa e abrangente, qual é a razão ou razões que levam o indivíduo a abreviar a vida do seu fim natural. Este tema não pertence à contemporaneidade. Talvez neste momento tenhamos apenas algo a mais do discernimento de tais fatos.

Os neurônios tendem a se desfazer da quantidade (Freud 1950a); o Id dá mais valor à possibilidade de descarregar quantidades (Freud 1940a). Citações distantes por aproximadamente quarenta e três anos que, de uma forma breve, conceituam o Princípio de Inércia ou Nirvana, principio este constitutivo do que foi proposto como pulsão de morte (1920g). Agreguemos a esta reflexão outra citação de Freud nos primórdios da construção da psicanálise. Na carta de número 52 dirigida à Fliess em 1986 (1950a) Freud escreve: cada re-escritura posterior (das representações mnêmicas em seu conjunto) inibe a anterior e desvia dela o processo excitatório. Toda vez que a re-escritura posterior falta, a excitação tramita segundo leis psicológicas que valiam para o período psíquico anterior e pelos caminhos então disponíveis. Se ampliarmos nosso foco de visão sobre esta soberba citação, perceberemos que estes movimentos de progressão e regressão nada mais são do que as configurações da vida e da morte em um período dado da estruturação do Eu em sua relação com o seu contexto. Tais organizações mnêmicas expressam o eterno diálogo de Eros e da pulsão de morte na nossa constituição neurológica e psíquica

Desde muito cedo Freud em sua obra nos chama a atenção que, sob a influência das pulsões de autoconservação, o Princípio do Prazer-Desprazer é re-escrito sob o primado do Princípio da Realidade. Cito um trecho do trabalho Formulações sobre os dois princípios do acontecer psíquico (1911b): este último (princípio da realidade) exige e efetua o adiamento da satisfação, pois, sob a égide do princípio do prazer há risco para a sobrevivência individual e da espécie. Concluo esta citação anexando outra: assim o organismo é ameaçado pela pulsão de morte e a descarga implicaria em um retrocesso ao zero absoluto e não ao zero relativo (próprios do princípio de inércia e de constância) (Além do Princípio do Prazer, 1920g). Abre-se, portanto, para o nosso tema, uma janela investigatória sobre as configurações da vida e da morte. O nosso vínculo com o contexto e deste conosco, regido sob princípio da realidade é indiscutivelmente uma proteção à vida e a nossa morte natural.

Examinemos uma estrutura primitivíssima descrita por Freud como o Eu da Realidade Original (1915c), resumidos por D. Maldavsky (1980) em quatro momentos progressivos: 1) o arco reflexo; 2) preferência pelo mecanismo de fuga dos estímulos como forma de eliminar o estímulo; 3) registro de certas sensações como endógenas; 4) ligadura entre si destas sensações endógenas de tensão e alívio, de desprazer e prazer, correspondente a diferentes órgãos em homeostase somática e investidos libidinalmente. Este último momento constitui a primitiva estrutura, o Eu da realidade original.

Deparamo-nos, portanto, seguindo a linguagem de Freud (1924c), como Eros vai progressivamente ligando a pulsão de morte, através do investimento libidinal e da projeção aqui ainda inteiramente entre órgãos e sistemas de órgãos, organizando a desconstituição provocada pela tendência dissipativa da entropia própria da pulsão de morte, em estruturas progressivamente mais complexas. A rigor é assim que procede o movimento de Eros em sua fusão com a pulsão de morte no decorrer do nosso ciclo vital, constituindo e desconstituindo.

Configuremos, entretanto, já que estamos diante desta estrutura, o Eu de Realidade Original, algumas questões da vida e morte. Nossa colega psicanalista Ângela Wirth, numa comunicação pessoal, informou-me que bebes prematuros, quando submetidos a estímulos dolorosos discretos, paravam de respirar e necessitavam de respiração assistida. Por exemplo, uma iluminação, diríamos normal, fazia com que bebes não prematuros chorassem e fechassem os olhos, enquanto que os prematuros desconstituíam o aparelho respiratório a pouco conquistado. Isto me relembra de imediato a afirmação de Freud no Projeto de Psicologia (1950a), de que a dor deixa como sequela em ψ facilitações permanentes, como se transpassadas por um raio; facilitações que possivelmente cancelem por completo as resistências das barreiras de contato estabelecendo um caminho de condução como o existente em Ф. Suponho que estes discretos estímulos referidos constituem-se em dor e desconstituem o sistema de registros estabelecendo a desordem entrópica da pulsão de morte.

Trago este exemplo, pois pretendo transpô-lo, não sem certa apreensão, a outras situações bem mais “contemporâneas”, será mesmo que é bem assim, da nossa vida cotidiana. Todos nós sabemos que nossa vida encontra-se sob o risco de ser abreviada com o uso abusivo dos mais diferentes tóxicos.  Freud (1915c, 1924c, 1926d) nos afirma, de várias maneiras, que as pulsões exigem a presença dos objetos. Em 1924 (Problema econômico do masoquismo) nos afirma que os próprios órgãos do nosso corpo são tomados como os primeiros objetos para constituir o masoquismo erógeno original ou sado masoquismo primordial. Em 1926 (Inibição, sintoma e angústia) admite que os investimentos dos nossos órgãos sejam os prelúdios dos investimentos objetais. Tais citações são lembradas porque descrevem os momentos progressivos da constituição do Eu real originário juntamente com o Eu prazer purificado (1915c). Este último é constituído através por uma projeção também primordial na forma de agressividade libidinal (Freud 1924c) que o objeto terá como função metabolizar e devolver ao Eu como investimento útil no sentido de fortalecimento identificatório.

Um pequeno fragmento clínico pode ser utilizado como ilustração. Um paciente jovem, portador de severa artrite reumatóide e cocainômano silencioso. Drogava-se no sótão de sua casa, não causando distúrbios ao resto de sua família. Num determinado dia tal paciente causou grande ruído à família que o levou à internação psiquiátrica. Não podia mais subir ao sótão no qual residia, pois o mesmo estava invadido por bandidos que iriam assassiná-lo. Não esqueçamos que Freud nos fala do silêncio da pulsão de morte. As alucinações causadoras de ruídos quase que intoleráveis aos familiares e ao paciente, do meu ponto de vista, são expressões de Eros diante da eminente morte por overdose. Dos inimigos alucinados podia fugir o que não ocorria diante da silenciosa pulsão de morte.

Prossigamos, entretanto nosso assunto. No exame das três propostas de duplicação sugeridas por Freud no texto O sinistro (1919h), Júlio Aray (1968) no seu excelente estudo sobre o Aborto, nos propõe que a placenta, na sua função de duplicação do feto, possui uma capacidade importantíssima e vital de desintoxicação. A mãe e seu seio recebem está função desintoxicante como procuração advinda desde o ventre. Aqui devemos levar em conta a notável afirmação de Freud (1926d): vida intra-uterina e primeira infância constituem um conjunto em medida muito maior do que nos faria pensar a chamativa cesura do ato de nascimento. O objeto-mãe psíquico substitui para a criança a situação fetal biológica.

Abrimos, portanto, nossa reflexão para uma duplicação mais primordial denominada por alguns pesquisadores como número.  Esta é uma sugestão de Jacques Lacan encontrada no seminário XI. O autor propõe que o fenômeno psicossomático ocorre por indução significante do sujeito no outro por um curto circuito. Tal sugestão tem relação com o fenômeno da holofrase no qual S1 e S2 encontram-se solidificados. Lacan afirma que o corpo deixa-se inscrever por algo que é da ordem do número, que não implica na subjetivação do desejo, sim num conceito absoluto de gozo. Neste sentido o valor do número diz respeito ao registro de uma freqüência pura. Todas estas idéias partem do achado de Pavlov no qual o mesmo efeito reflexo é obtido por estímulos de várias naturezas, desde que a freqüência seja a mesma, portanto, é a esta última que devemos o efeito. Este é, portanto, o gozo numérico da freqüência pura (D. Maldavsky 1988).

Seguindo estas hipóteses e o afirmado por Freud de que o fator fixador ao recalcamento é a compulsão à repetição do id inconsciente, que no caso normal somente é cancelada pela função livremente móvel do eu (1926d), lembremo-nos da afirmação de Freud (1924c) sobre a necessidade de projeção, via muscular, do masoquismo erógeno originário em direção ao objeto. Diante da impossibilidade desta projeção fundante do espaço, tempo e consequentemente do psiquismo, diga-se de passagem, devido ao Eu ou ao objeto contextual no sentido de recebê-las e metabolizá-las, estaríamos propensos a fixações masoquistas da ordem descrita como gozo numérico da freqüência pura.

Pribram e Gill (1977) no seu clássico estudo sobre o Projeto de Psicologia de Freud, refletindo sobre esta incapacidade projetiva primordial, referem-se às contribuições clássicas de Tannon (1927; 1929): os processos neuroquímicos e neuroendócrinos foram concebidos como consistentes, sobretudo de mecanismos homeostáticos de retroalimentação negativa e não positiva… Só quando tais mecanismos escapam do controle, quando a sincronização da retroalimentação fica desalinhada, ocorrem oscilações e interrupções como resultadas da retroalimentação positiva. Traduzindo algo em linguagem psicanalítica, estas circunstâncias de desalinhamento ocorrem por um desencontro entre o recém-nascido e sua mãe desintoxicante. A criança fica propensa a existir de acordo com a holofrase lacaniana, isto é, de acordo com o gozo da freqüência pura numérica investida pela retroalimentação positiva. Compreendemos em parte também os tão conhecidos fenômenos da overdose independentemente da especificidade da adição, pois esta última depende prevalentemente da freqüência numérica como tal.

Outro exemplo clássico nos permite compreender melhor o proposto.  Guyton (1977) nos descreve a experiência clássica em macacos nos quais os centros cerebrais de recompensa e prazer são estimulados por eletródios. O animal esquecendo-se de se alimentar estimula o eletródio até sete mil vezes por hora correndo sério risco de vida. Trata-se certamente do privilegio indiscutível do gozo numérico estimulado por uma retroalimentação positiva que impede a projeção e o encontro com o objeto por incapacidade de um ou de ambos os componentes da dupla vincular. Nestas circunstâncias descritas o objeto contextual não é encontrado, não exerce uma das suas funções primordiais, a desintoxicante, consequentemente o espaço, tempo e subjetivação do desejo estarão irremediavelmente comprometidas.

O Dr. Sérgio de Paula Ramos, também nosso colega psicanalista, comunicou-me há alguns anos atrás que a causa mais frequente de morte devida ao uso progressivo de substâncias tóxicas, era o infarto do miocárdio. Nestas circunstâncias penso ser adequada a hipótese de que essa estrutura descrita por Freud como o Eu da realidade original fragmenta-se, e os órgãos, constituídos em estruturas para a manutenção do equilíbrio homeostático vital, fracionam-se.

Convém lembrarmos que neste registro numérico protomental, para usarmos uma expressão de Bion (1948-51), a importância se concentra na freqüência pura e é independente da qualidade do estímulo. A comunicação é induzida e está aquém das zonas erógenas (Machado 1991). Não é sem razão que nos ocorre a afirmação de Freud em Dostoievski e o parricídio (1928b) de que o núcleo central das adições é um gozo masturbatório incessante.

É nestes termos que também compreendemos o estado de gozo ininterrupto que Schreber (1903) alcança com Deus através da fusão com os vestíbulos do céu. Não esqueçamos que essas situações peculiares ocorreriam com cadáveres, isto é após a morte. Com os homens vivos como o próprio Schreber, isto resultaria no assassinato da alma. Repare-se na peculiaridade da citação referida por Schreber através dos versos de Richard Wagner em seu Tannhäuser: Ah, mas continuo mortal e para mim é imenso teu amor; um deus pode gozar sempre, mas eu estou sujeito a transformações. O momento do gozo masturbatório e sua incessante busca confundem-se com aparada do tempo, a abolição do espaço e da subjetividade. Trata-se do assassinato da alma e do retorno ao sagrado. (Schreber 1903; Machado 2013a). Assim podemos entender a busca incessante desta volúpia como a derradeira defesa contra o assassinato da alma, isto é, o assassinato do sujeito Schreber.

Estranho destino o do corpo, e pleno de consequências: com efeito, o corpo, ao mesmo tempo em que é o substrato necessário para a vida psíquica, o abastecedor dos modelos somáticos aos quais recorre à representação, obedece a leis heterogêneas às da psique (Castoriades-Aulagnier, 1975). Prossigo com o já referido em outro texto (Machado 2013a): Este outro, o corpo, é desde o início, local privilegiado de todo desejo, inclusive de destruição. Se não libidinizado adequadamente, resulta que a psique o destrói. Podemos evidenciar tais aspectos nas frequentes automutilações em pacientes psicóticos. Nos delírios hipocondríacos de Schreber penso que contemplamos os testemunhos pictográficos implícitos no âmago da representação do primário, para utilizar a expressão de Castoriades-Aulagnier, dessas situações. Se a psique autoengendra o prazer recebido por suas percepções sensoriais, o desprazer provoca a mutilação da zona e do órgão do qual se originam tais representações (Castoriades-Aulagnier 1975).  

Nosso estudo encaminha-se assim para o estudo das neuroses atuais (aktualneurosen), este núcleo central de todas as psiconeuroses, relativizado também como hipocondria (Freud 1914c). Tal tema é abordado já nas primeiras obras de Freud (1894a, 1895b, 1895c, 1895f) e prossegue em obras posteriores como o caso Dora (1905e) e nas conferências introdutórias à psicanálise (1916x). Repare-se que tal núcleo é de origem sexual, mas não relacionado à idéia (representações) provenientes da vida sexual (1894a) e de que ocorre em muitas circunstâncias uma verdadeiraalienação entre as esferas psíquicas e somáticas.

Tais idéias antecipam em muitos anos os conceitos de Sifneos (1972) e Nemiah (1976) de alexitemia, esta impossibilidade de expressar e verbalizar emoções, descrever sentimentos, desejos, bem como sensações corporais. Joyce McDougall refere este fenômeno como se o corpo funcionasse de uma forma autista em relação à psique (1978). O paciente apresenta defesas descritas como “pensamento operatório” ou “sobre adaptação” (Libermann D. 1081, 1982). Compreendemos assim um pouco melhor a afirmação de Freud sobre a alienação entre as esferas psíquicas e somáticas do Eu.

Ocorre-me aqui outro exemplo clínico. Esteve comigo em tratamento psicanalítico por mais de dez anos um homem de mais de quarenta anos, Foi trazido pela esposa, como se fosse uma criança. Descrevia-me a esposa, o que foi confirmado pelo paciente, um adoecimento precoce de seu sistema cardiorrespiratório sem que se pudesse fazer qualquer coisa para impedi-lo. O que mais chamava a atenção da esposa era a relativa indiferença com que o paciente tratava sua sintomatologia. Suas palavras denotavam a ausência de apreensão diante do seu adoecer. Este paciente, um executivo muito bem sucedido, era hábil no manejo de números e planejamento estratégicos de instituições financeiras. Durante estes dez anos que comigo esteve, teve três infartos do miocárdio, acidente vascular cerebral, inúmeras flebites, embolia pulmonar e outras manifestações físicas. Chamava-me a atenção o fato do mesmo parecer se resignar diante do seu adoecer, como se não o sentisse. Tive comprovação direta disto, pois dois dos seus infartos se processaram durante a sessão analítica. No exemplo mais notável, tendo chegado quarenta minutos atrasado, pois o trânsito estava congestionado, aliás, desculpa frequente do paciente, e sugerido que não tivéssemos a sessão, confessou-me um pequeno desconforto precordial, o que me fez encaminhá-lo de imediato a um centro cardiológico, não sem chamar sua esposa. Após os procedimentos cirúrgicos, relatou-me um único sonho durante estes dez anos: dirigia-me a um evento no qual receberia uma homenagem e, olhando meu braço, notava que o mesmo estava fraturado em dois lugares. O surpreendente é que não sentia dor alguma (Machado R. 2013b). Assim funcionava este paciente. Sobre adaptado, suas emoções estavam praticamente ausentes. Lembra-me a citação de D. Maldavsky (1986) sobre as neuroses atuais: nestas, o processo é diferente: os afetos não constituem âmagos, sim desenvolvimentos plenos, incoercíveis, em cujo caso ocorre um efeito consistente na impossibilidade do registro do matiz afetivo.

Este fenômeno que já descrevia Freud carrega marcas inequívocas em nossa contemporaneidade virtual. Uma possível relação pode ser estabelecida com as esquizofrenias nas quais a representação da palavra dissocia-se radicalmente da representação da coisa (Freud 1915e) e o paciente encontra-se numa existência virtual seca e alucinatória. A desconstrução do psiquismo nas formas do espaço, tempo, desejo e história, a desobjetalização para usarmos a expressão de Green (1983), marcam esta tendência que observamos comumente na pressa cotidiana e inserção abusiva nos jogos virtuais, acrescidas da incessante busca de sucesso, verdadeiras adições dos nossos tempos.

Para finalizar, apesar de todos os avanços da teoria psicanalítica, concordo com Green e faço minhas as palavras dele (1995): no que me diz respeito, não tenho medo de parecer antiquado ao dizer que não posso conceber o inconsciente diferentemente da visão de Freud, isto é, sem este fundamento na sexualidade e destrutividade.

 BIBLIOGRAFIA CONSUTADA

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