A importância dos Estímulos e Experiências na infância vista pela Neurociência

Artigo escrito por  Ana Paula Lauermann – Pedagoga/Psicopedagoga (Reg.n°1832/15)

neurociencia_ana paulaMuitos estudos já comprovaram que é na infância, entre o zero (0) a seis (6) anos, aproximadamente, onde a criança possui neurologicamente uma quantidade elevada de “portas abertas” para o aprendizado. Isto faz da infância uma etapa muito importante para o desenvolvimento cognitivo, emocional e social do sujeito.

A questão da idade é literalmente cerebral, já que entorno dos oito meses de idade, a criança dispõe de seiscentos bilhões de sinapses no cérebro, que são “as conexões entre os neurônios que permitem a propagação dos impulsos nervosos” (Camargo 2012), provavelmente os neurônios espelhos nestes casos. Ao chegar na fase adulta, esse número de sinapses diminui para pouco menos da metade. Isto não significa que quando adultos o cognitivo é inferior e que somos incapazes de aprender, mas sim, que temos menos caminhos para a aprendizagem.

Sendo assim, as experiências pelas quais a criança passa, sendo elas positivas ou negativas, irão definir seus caminhos para o desenvolvimento de suas habilidades e competências para a vida adulta.

O que nos reforça o fato de que as terapias com profissionais (Fonoaudiólogo, psicólogo, psicopedagogo…) quando necessárias, devem ser realizadas o mais cedo possível, contribuindo assim para um bom desenvolvimento da aprendizagem cognitiva e emocional da criança.